sexta-feira, 15 de junho de 2012

MEDITAÇÃO DIÁRIA    Existem muitas situações da vida que são como um cortador de grama. Quando passam sobre nós, ficamos com o coração dolorido, necessitando do toque curativo de Deus. não importa o nome que dermos àquilo que tem o efeito de nos curar. Na verdade, é Deus descendo como a chuva sobre a campina ceifada. Desce mansa sobre a relva ceifada, que se acha cortada e, podemos imaginar, dolorida! A chuva tem um efeito curativo. Que possamos nos tornar cada vez mais belos e belas, à medida que formos cortados e recebermos mais chuvas. Contudo temos de passar pelos dois, chuva  e corte, e não apenas um. Há uma palavra poética que diz: A foice do ceifeiro, passou sobre as plantações. A relva está sangrando sob o sol de verão. Mãos fortes prontamente recolheu o abundante fruto da colheita, deixando desertos os campos, um a um. A glória deles foi tirada; sua beleza, levada; e eles ainda estão doloridos pelo rápido corte da morte. Sua dor vem da tarefa breve e dolorosa de um único dia  que surgira ensolarado e com um frescor perfumando. Penso até que eles devem ter clamado ao belo céu que lá do alto sorria, contemplando sua dor. Foi uma súplica muda, um clamor sem lágrimas, um soluço inaudível, um leve suspiro, pedindo alívio. E o céu ouviu seu fervoroso apelo; ao entardecer enviou um bálsamo curador, um leve chuvisco caiu trazendo bênção, chorando suavemente sobre o orgulho ferido. Assim também Deus virá sobre a campina ceifada, nossas vidas, e as esperanças desfeitas se renovarão para agraciar o caminho dele. Por onde Deus passa, brota uma nova vida, e  a tenra desponta. É o fruto do mover de Deus. Saiba que:  a falta de alegria não necessita necessariamente a ausência de Deus.

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